Projeto de Iniciação
Científica
Atividades Complementares

Coordenação:
Professor César Augusto Venâncio da Silva (Especialista em Neurociência,
pesquisa em Mapeamento Cerebral; Especialista em Farmacologia Clínica, pesquisa
Uso racional de medicamentos na Clínica Médica Especializada; Licenciando em
Ciências Biológicas, pesquisa Biólogo e as análises clínicas; Licenciando em
Química, pesquisa Remédios e medicamentos aspectos bioquímicos e toxicológicos;
e Licenciando em Física, pesquisa, Física Médica e sua aplicação em oncologia –
CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI).
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PROJETO A SER EXECUTADO NO
PERÍODO DE FEVEREIRO DE 2022 – DEZEMBRO DE 2024.
Local de Execução – INSTITUTO
INESPEC – FORTALEZA-CEARÁ – Bom Jardim.
Áreas: Grupo de Estudos nas
Licenciaturas em Ciências Biológicas, Química e Física.
Participantes Interessados:
Acadêmicos matriculados em qualquer instituição universitária que deseje
participar dos grupos como “participante de atividades complementares”.
Visando estimular os
discentes na graduação e pós-graduação com fins de sensibilizar os
interessados, para entender e estimular a iniciação científica, o presente
projeto no INESPEC será integrado a Educação Continuada e as Atividades
Complementares.
Pesquisa Científica.
Podemos conceituar a pesquisa
científica como a aplicação prática de um conjunto de processos metódicos de
investigação utilizados por um pesquisador para o desenvolvimento de um estudo.
Ela caracteriza-se por ser
uma investigação extremamente disciplinada, que segue as regras formais dos
procedimentos para adquirir as informações necessárias e levantar as hipóteses
que dão suporte para a análise feita pelo pesquisador (cientista).
Através deste conjunto de
procedimentos, a pesquisa científica tem como objetivo encontrar respostas para
determinadas questões propostas para o desenvolvimento de um experimento ou
estudo, de maneira a produzir novos conhecimentos que visem o benefício da
ciência.
Este tipo de pesquisa se
dedica em realizar estudos com uma abordagem inovadora, onde o pesquisador
avalia se a temática apresenta é de interesse para a comunidade científica e se
os resultados do estudo serão relevantes para o interesse social.
A pesquisa científica também
pode fazer uma abordagem de algum estudo já existente, como forma de refutar os
resultados produzidos nesta pesquisa.
Neste sentido, a pesquisa
científica se torna um elo entre o pesquisador e a comunidade científica, o que
torna a publicação e divulgação destes estudos de extrema importância para a
produção do conhecimento científico.
Nas atividades preparatórias
para instigar os interessados ou indica-los a Iniciação Científica, estes devem
ter uma boa formação teórica nas Disciplinas de Metodologia Científica.
A Metodologia Científica
significa estudo dos métodos ou da forma, ou dos instrumentos necessários para
a construção de uma pesquisa científica; é uma disciplina a serviço da Ciência.
Metodologia é a parte onde será indicado o tipo de pesquisa que será empregado,
as etapas a serem realizadas. O conhecimento dos métodos que auxiliam na elaboração
do trabalho científico.
Para Baruffi (2004) um
trabalho acadêmico requer: discussão de ideias ao tema abordado a partir de
referências teóricas; domínio do assunto pesquisado; indicação clara de todos
os procedimentos adotados, do objeto de estudo; documentação precisa dos dados
e indicação eficaz das fontes consultadas, e por fim, comunicação clara e
gramaticalmente correta dos resultados.
É fato que “Nos últimos anos, tem sido um aparente
consenso na comunidade acadêmica brasileira o de que instituições de ensino
universitário devem aliar às práticas de ensino tradicional, elementos que
promovam o desenvolvimento do pensamento crítico reflexivo dos alunos,
permitindo, através de uma visão real do mundo, detectar os problemas que o
afligem e ao mesmo tempo, dotá-los de ferramentas capazes de promover medidas
que ajudem solucioná-los”(Tamires Aparecida Batista de
Oliveira - - UFS; Kleber Firpo Prado Valença - - UFS; Grupo de
Trabalho – Metodologias para o Ensino e Aprendizagem no Ensino Superior;
Agência Financiadora: não contou com financiamento).
Neste contexto “urge” a
necessidade da teorização metodológica, que para Severino (2000, p. 18),
Metodologia seria:
[...] um instrumental extremamente útil e seguro
para a gestação de uma postura amadurecida frente aos problemas científicos,
políticos e filosóficos que nossa educação universitária enfrenta. [...] São
instrumentos operacionais, sejam eles técnicos ou lógicos, mediante os quais os
estudantes podem conseguir maior aprofundamento na ciência, nas artes ou na
filosofia, o que, afinal, é o objetivo intrínseco do ensino e da aprendizagem
universitária.
Metodologia da pesquisa científica.
Frente a essa afirmativa há a
necessidade de sistematizar o conhecimento científico, pois a partir disso a
metodologia começa a ser instituída e atrela a pesquisa o seu pleno desenvolvimento.
Nesse sentido, Severino (2000) diz que a pesquisa assume três dimensões na
Universidade: De um lado, tem uma dimensão epistemológica: a perspectiva do
conhecimento. Só se conhece construindo o saber, ou seja, praticando a
significação dos objetos [...] assume ainda uma dimensão pedagógica:
a perspectiva decorrente de sua relação com a aprendizagem. Ela é mediação
necessária e eficaz para o processo de ensino/aprendizagem. Só se aprende e só
se ensina pela efetiva prática da pesquisa. Mas ela tem ainda uma dimensão
social: a perspectiva da extensão [...]. (SEVERINO, 2000, p. 26).
Em termos metodológicos, para
que a pesquisa científica tenha o seu melhor aproveitamento, é necessário a
utilização do método científico, um conjunto de elementos considerados básicos
para a realização do estudo.
Como fazer umas pesquisa científica?
Para produzir uma pesquisa
científica, o pesquisador deve seguir alguns dos elementos básicos do método
científico, como por exemplo:
Problema da pesquisa
Consiste na formulação de
perguntas que a pesquisa pretende responder durante o seu desenvolvimento,
cujas respostas sejam novas e relevantes.
Informações e seleção de
fontes pertinentes (revisão bibliográfica)
É a parte onde se determina
as informações e a seleção das fontes necessárias para iniciar as respostas das
perguntas da pesquisa.
Nesta etapa o pesquisador
deve buscar uma variedade de trabalhos de autores que já estudaram aspectos
centrais do tema escolhido. Além de servir como base para a análise do
trabalho, o cientista também pode refutar alguma conclusão previamente
encontrada por outro pesquisador, por exemplo.
Definição das ações
(metodologia aplicada)
Nesta etapa da pesquisa é
preciso definir quais ações e estratégias utilizar para que a pesquisa produza
as informações. Ou seja, quais serão os métodos de recolha de dados que o
pesquisador usará (questionários, entrevistas, etc).
Tratamento das informações
Consiste em selecionar um
processo que seja capaz de tratar e interpretar as informações coletadas.
Em resumo, consiste no modo
como apresentar os dados encontrados na etapa anterior (tabelas, gráficos,
etc). No entanto, antes é preciso encontrar um método de mensuração das
informações recolhidas que seja eficiente.
Produção e confiabilidade das
respostas
No processo final da pesquisa
científica, é a hora de saber se todos os métodos utilizados conseguiram
responder as perguntas formuladas, além de indicar a confiabilidade das
informações produzidas por estes métodos.
Iniciação científica.
Assim, a passagem do Ensino Básico para o superior
deveria ser tratado com maior cuidado por parte dos sistemas de ensino público
e privado.
A iniciação científica é um programa de formação e
qualificação que apresenta os estudantes de graduação à pesquisa científica.
Contempla um complexo sistema de aprendizado aplicado em uma linha científica
de qualquer que seja a área, por meio de metodologias específicas para a
elaboração de soluções para determinada questão.
Diferentemente do Ensino Básico, a entrada numa
universidade e faculdade exige um grande uso de algumas habilidades, e a boa
escrita é uma delas. Num país que passa por dificuldades estruturais na
educação, como o Brasil, escrever tornou-se um problema crônico.
O objetivo dessa iniciativa do INESPEC é despertar
nos estudantes a vocação científica, incentivando-os a participar de projetos
de pesquisa, congressos e eventos que possibilitem a reflexão e a discussão
sobre princípios relacionados a seu campo de conhecimento — e provavelmente sua
futura área de trabalho.
É preciso ressaltar que, nessa empreitada, os
alunos contam com o suporte de pesquisadores das universidades e de outras
instituições. Assim, o processo de construção do conhecimento é favorecido, o
que se reflete diretamente no desenvolvimento de raciocínio crítico e na
formação da autonomia dos estudantes dentro da pesquisa acadêmica. Esse contato
direto com os professores ainda possibilita uma valiosa troca de experiências
que, muitas vezes, simplesmente não é possível no dia a dia da sala de aula.
Qualquer que seja o projeto, ele terá
um período previamente estabelecido para sua conclusão. Ao término das
atividades, os estudantes têm que apresentar os resultados obtidos com a
pesquisa.
Os programas de iniciação científica
devem ser ofertados pelas universidades com ou sem veiculação de bolsa
oferecidas pelas agências tradicionais de fomento à pesquisa. As bolsas servem
como um atrativo a mais, um incentivo para ajudar financeiramente os
estudantes, garantindo assim sua participação com plena dedicação durante todo o
processo.
Na iniciação aos estudos para a
Pesquisa Científica, devemos observar os tipos de pesquisa científica.
Ciente, somos que a pesquisa
científica pode ser classificada quanto à abordagem do problema e dos seus
objetivos. Quanto à abordagem do problema, a pesquisa pode ser:
Quantitativa: método que recorre a
diferentes técnicas estatísticas para quantificar opiniões e informações.
Qualitativa: é um método descritivo
que explora os detalhes da pesquisa e a vivência do próprio entrevistado ou
pesquisador.
Neste Projeto ‘INESPECNIANO DE
INICIAÇÃO A PESQUISA CIETÍFICA’ no que concerne em relação aos objetivos
pretendidos, a pesquisa pode ser classificada em:
Exploratória: possui uma maior
proximidade com o universo relacionado com o objeto da pesquisa. Exemplos:
Estudos de Caso e Pesquisas Bibliográficas.
Descritiva: realiza um levantamento
de dados através das técnicas padronizadas de coleta, como questionários ou
formulários, por exemplo.
Explicativa: pretende explicar os
fatores que motivam a realização do objeto ou do fenômeno estudado. Nas
ciências naturais é usado o método experimental, enquanto nas ciências sociais
recorre-se ao método observacional.
Bibliografia.
1.
ARÓSTEGUI,
Julio. A pesquisa histórica: teoria e método. Bauru: Edusc, 2006.
2.
BARUFFI, H.
Metodologia da pesquisa: manual para elaboração de monografia. Dourados (MS):
HBedit, 2004.
3.
GALLIANO,
Alfredo Guilherme. O método científico: teoria e prática. São Paulo: Harbra, 1986.
200 p.
4.
LEITE, F. H. C.
Metodologia Científica. In: LEITE, F. H. C.; SAKAGUTI, S. T. Metodologia
Científica/ Estatística II. Dourados - MS: UNIGRAN, 2009.
5.
LIBÂNIO, João
Batista. Introdução à vida intelectual. São Paulo: Loyola, 2001.
6.
LIMA, L. C.
Cidadania e educação: adaptação ao mercado competitivo ou participação na democratização.
Porto, 2004.
7.
MAIA, Rosane
Tolentino. A importância da disciplina de metodologia científica na elaboração
de produções de qualidade no nível superior. Revista Urutágua, v. 1, p. 14,
2007. Disponível em: <http://www.urutagua.uem.br/014/14maia.PDF>. Acesso
em: 08/09/2015. 7490
8.
PINTO, Maria
Joaquina Fernandes. A Metodologia da Pesquisa Científica como ferramenta na
Comunicação Empresarial. In: Congresso Brasileiro de Comunicação Empresarial, 2009.
Disponível em: <http://www.comtexto.com.br/2convicomcomunicaMariaJoaquina.htm>.
Acesso em: 08 de Setembro. 2015.
9.
SEVERINO,
Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 21ª ed. São Paulo:Cortez,
2000.
10.
TEIXEIRA,
Elizabeth. As três metodologias: acadêmica, da ciência e da pesquisa. 7. ed. Petrópolis,
RJ: Vozes, 2010.

